segunda-feira, 3 de agosto de 2015

sexta-feira, 31 de julho de 2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

O triângulo amoroso de Benzema com Analicia e Rihanna

O escândalo deu à tona na passada quarta-feira, quando na conta da rede social Instagram da modelo norte-americana Analicia Chaves apareceram uma dúzia de fotos e dois vídeos de Karim Benzema. O conteúdo, claro está, desvendava bem mais do que uma simples amizade.
A notícia de que o avançado francês do Real Madrid havia terminado o relacionamento com Rihanna logo correu as redes sociais, depois do jogador e da cantora terem sido vistos e fotografados durante as suas férias neste mês de Julho.
No entanto, logo surgiu um desmentido, avançando com a informação de que as fotografias de Benzema com Analicia Chaves não eram actuais. De resto, há vários meses que tinha surgido a notícia de um relacionamento entre ambos, sem nunca ter existido uma confirmação oficial.
Agora, porém, o jornal Le Parisien avançou com a notícia de que as fotografias e vídeos de Benzema com Analicia foram tiradas em Janeiro, quando ambos estiveram no Dubai, durante uma pequena pausa tirada pelo jogador do Real Madrid.
Até agora, essas fotografias não tinham sido tornado públicas e, segundo a própria Analicia Chaves, só surgiram nas redes sociais devido a uma ilegalidade. Alegadamente, a modelo diz que lhe roubaram o telemóvel, onde estavam esses arquivos, em Los Angeles. Por isso, Analicia encerrou temporariamente a sua conta de Instagram e retirou todas as imagens. Já era tarde...
Falta, neste triângulo amoroso, mais um protagonista... inesperado. Quando surgiram as fotografias nas redes sociais, Raheem Sterling, agora jogador do Manchester City, publicou um comentário no Twitter a dizer «não posso acreditar». É que o jogador, ao que se sabe, tem atcualmente um relacionamento com Analicia.
A imprensa francesa acrescenta que, apesar deste incidente, a relação entre Rihanna e Benzema mantém-se estável. O avançado, recorde-se, está neste momento na China, a cumprir o estágio de pré-temporada do Real Madrid.
Fonte: A Bola

terça-feira, 28 de julho de 2015

No 45º aniversário do seu desaparecimento, recordamos aquele que foi o último homem de Estado a capitanear Portugal

António de Oliveira Salazar, patriota incansável, diplomata arguto e estadista de excepção, expirou há quarenta e cinco anos. Homem humilde e de poucos bens, até à morte conservou apenas o célebre par de botas que mandara fazer em 1932 e uma moldura contendo "A felicidade deste mundo", um magnífico soneto de Christophe Plantin. O texto, um impressionante hino à frugalidade e à beleza do sacrifício, assim como um poderoso retrato de Salazar, é o que se segue:
 
"Ter uma casa cómoda, limpa e bela,
Um jardim forrado de latadas odoríferas,
Fruta, excelente vinho, poucas despesas, poucas crianças,
Ter sozinho, sem barulho, uma mulher fiel. Não ter dívidas, amores, processos e quezílias,
Nem partilhas a fazer com os seus parentes,
Contentar-se com pouco, nada esperar dos grandes,
Realizar todos os seus desígnios segundo um justo modelo. Viver com lealdade e sem ambição,
Entregar-se sem escrúpulos à devoção,
Domar as paixões, torná-las obedientes,
Conservar o espírito livre e o juízo seguro,
Rezar o seu rosário cultivando os seus rebentos
E esperar em casa, de modo muito doce, a morte."
 
 
Rafael Pinto Borges

Posta anti-islâmica de 28 de Julho de 2015

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Esoterismo, racismo e discriminação: as origens da agenda do género

Conheça as origens obscuras da agenda de género e saiba qual a ligação dessa teoria com o Ku Klux Klan, a maior organização racista dos Estados Unidos.
Margaret Sange, em foto de 1961 (AP).
Recentemente, na sua coluna, Renzo Puccetti explicou, com riqueza de argumentos, por que é absurdo comparar a sentença do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, que obriga os estados federados a introduzir o "matrimónio" homossexual, a decisões precedentes tomadas contra a discriminação racial, que declararam ilegítimas as limitações aos matrimónios entre americanos brancos e negros.
 
Gostaria de dar um passo a mais e devolver a acusação de racismo ao remetente. De facto, embora a informação tenha sido totalmente escondida e censurada, é a própria teoria do género que nasce e se desenvolve em ambientes racistas, chegando a estar relacionada com a organização racista por excelência dos Estados Unidos, o Ku Klux Klan.
 
Num artigo anterior, no qual respondia à falácia da moda, segundo a qual "a teoria do género não existe", trazia à luz as duas versões clássicas, às quais todos os futuros sequazes da gender theory fizeram referência. A primeira é a da filósofa francesa Simone de Beauvoir, para quem "não se nasce mulher, torna-se mulher" [1] e cada um – ainda que ela pensasse sobretudo nas mulheres – tem direito a escolher o próprio género, masculino ou feminino, independentemente do sexo biológico. Na segunda versão, teorizada por Judith Butler, o género absorve totalmente o sexo e cada um pode decidir que coisa quer ser em uma gama que já não prevê apenas duas possibilidades – homem ou mulher –, mas três, cinco, cinquenta ou infinitas.
 
É possível traçar ainda um outro itinerário, que a partir de Beauvoir e Butler não segue adiante, mas vai para trás. A teoria do género não teria nascido sem uma série de precursores que formularam, muitos anos antes, versões que podemos chamar de prototípicas, ainda que não fossem tão sofisticadas e radicais como as de Butler. A principal dessas proto-teóricas do género é a americana Margaret Sanger (1879-1966). Comparadas com as teorias posteriores, as ideias de Sanger parecem ser até moderadas. Mas, sem ela, não existiriam as futuras teorias do género.
 
As biografias oficiais de Sanger apresentam-na como uma heroína feminista que, movida por compaixão para com as mulheres que morriam de parto depois do décimo filho recorrendo a perigosos abortos clandestinos, dedicou a sua vida à propaganda dos anticoncepcionais, aceitando até a prisão e o exílio. Mas a sua verdadeira história é um pouco diferente.
 
Não se pode compreender Margaret Sanger prescindindo de seus interesses esotéricos. Sanger parte das ideias da Sociedade Teosófica. Em 1936, ela é convidada a falar à sede mundial dessa sociedade, em Adyar, na Índia. O seu discurso, publicado no órgão da Sociedade Teosófica, The Theosophist, explica exactamente a relação entre a sua teoria do feminismo e do género e a sua interpretação das doutrinas teosóficas.
 
Ainda que muito estudada hoje em dia, particularmente pela influência crucial que teve na arte moderna através de pintores do calibre de Kandinsky e Mondrian, a Sociedade Teosófica talvez deva ser brevemente apresentada aos não especialistas. Ela foi fundada em 1875, em Nova Iorque, pelo coronel e advogado americano Henry Stell Olcott e por uma das mais importantes figuras da história do esoterismo, a nobre russa Helena Petrovna Blavatsky. A sua doutrina central é que, com a ajuda dos Mestres, os quais não são espíritos, mas homens particularmente evoluídos que vivem por centenas de anos e residem em um centro misterioso entre a Índia e o Tibete, a humanidade – a qual, no seu estado actual, é o resultado de um processo cósmico de decadência com elementos claramente gnósticos – é chamada a um processo de evolução. Isso se dá através do progressivo aparecimento na Terra de sete raças-raiz, cada uma dividida em sete sub-raças. Segundo Blavatsky, no seu tempo se estava na vigília do aparecimento da sexta sub-raça da quinta raça-raiz, espiritualmente superior à precedente e que se teria manifestado nos Estados Unidos.
 
Esclareçamos de pronto um equívoco, difundido na literatura não especializada. A teoria das raças-raiz de Blavatsky é aberta a várias interpretações, mas a Sociedade Teosófica condenou todas as interpretações de tipo racista, afirmando que as diversas "raças" deveriam, em todo caso, colaborar harmoniosamente entre si. Todavia, as interpretações racistas existem, ainda que a Sociedade Teosófica as tenha denunciado como erróneas. Na Alemanha, desenvolveu-se no início do século XX uma corrente chamada "ariosofia", que interpreta a teoria teosófica das raças na base de um primado racista da raça ariana. Um ávido leitor das publicações "ariosóficas" na Áustria era um rapaz chamado Adolf Hitler. A própria Sanger, como se sabe da leitura dos diários de personalidades teosóficas da época, não foi particularmente bem acolhida em Adyar, ainda que a sua conferência esteja publicada na revista da Sociedade Teosófica. Tão pouco a sua interpretação da "raça nova" correspondia, de facto, àquela da direcção teosófica oficial.
 
Resta o facto de que, na base de especulações esotéricas, Sanger pensava que estava para surgir uma nova raça, superior às precedentes e que se manifestaria nos Estados Unidos. Que tem a ver tudo isso com o género? A própria Sanger explica. As suas ideias de tipo gnóstico levaram-na à convicção de que a diferença sexual entre homem e mulher era algo de mau, assim como o modo como as mulheres traziam os filhos ao mundo. Seriam consequências de um processo de degeneração e não existiriam na idade de ouro originária, aquela do andrógino, ou seja, de uma pessoa humana na qual coexistiriam os caracteres masculinos e femininos e formas de geração diferentes do parto. Libertar a mulher com os anticoncepcionais do seu papel de mãe seria o primeiro passo para permitir às mulheres – e consequentemente também aos homens – que escolhessem o próprio género, quem e que coisa gostariam de ser, iniciando um processo de retorno ao andrógino originário. Não se trata ainda da teoria do género como a conhecemos hoje, mas já é o seu núcleo fundamental.
A nova raça em marcha rumo à superação do sexo biológico poderia emergir, continuava Sanger, só onde a humanidade fosse intelectual e culturalmente mais avançada: na América, e entre os americanos brancos e de origem nórdica e europeia. Dos inúmeros imigrantes italianos Sanger não tinha uma boa opinião. "Os negros e os europeus do sul – escrevia – são intelectualmente inferiores aos americanos nativos": uma expressão que o movimento "nativista" utilizava para excluir do número dos "verdadeiros americanos" os imigrantes vindos da Itália. Numa famosa citação, Sanger comparava os afro-americanos a uma "erva daninha a extirpar", através de uma severa política de eugenia que deveria incluir a esterilização forçada. Quanto aos aborígenes australianos, considerava-os "apenas um grau acima dos chimpanzés". Certamente, eram muitos os defensores da teoria das raças e da eugenia, mas apenas Margaret Sanger ligava a eugenia ao género: extirpada a erva daninha, a "raça nova" poderia finalmente emergir na marcha rumo à androginia e à superação da escravatura biológica da diferenciação sexual.
 
Mal acolhida pela Sociedade Teosófica, Sanger encontrou terreno fértil para as suas ideias no Ku Klux Klan, a organização americana criada para perpetuar a discriminação racial contra os afro-americanos e ao mesmo tempo – o que geralmente se omite – para propagar um anticatolicismo feroz com base no mito da América "branca, anglo-saxã e protestante" (WASP, na sigla em inglês). Muitos filmes apresentam o Ku Klux Klan como uma organização masculina. Os historiadores – a partir da obra fundamental de Kathleen Blee, Women of the Klan ["Mulheres do Klan"] – têm feito notar que, no KKK "histórico", do período entre guerras, as mulheres tiveram, na verdade, um papel essencial.
 
Margaret Sanger colaborou com o Ku Klux Klan, aperfeiçoou as suas ideias sobre raça e género em diálogo com as mulheres do Klan e falou com frequência a um público entusiasmado de activistas da organização racista encapuzadas e aplaudentes. Algumas fotografias que podem ser encontradas na Internet representando Sanger em diálogo com o Klan são falsas, confeccionadas com Photoshop. As reuniões do Klan eram secretas e as fotografias são raras. Mas, para confirmar a ligação entre Sanger e o KKK, incluindo conferências a mulheres encapuzadas, não é preciso reportar-se aos seus críticos ou aos críticos da teoria do género. Ela mesma o conta na sua autobiografia, minimizando e justificando, certamente, mas admitindo a relação e falando de "dezenas" de convites por parte do Ku Klux Klan.
 
Alguém poderia objectar citando atitudes hostis aos homossexuais por parte do Ku Klux Klan. Outros poderiam replicar citando os nomes de um certo número de dirigentes do Klan e de organizações coligadas que eram homossexuais ou bissexuais. Mas é um debate que nos levaria muito longe. O tema deste artigo, de facto, é outro. Quis mostrar como a formulação arquetípica da teoria do género, a de Margaret Sanger, nasce de uma interpretação desviada – e não compartilhada pela grande maioria dos teósofos – de ideias sobre a raça da Sociedade Teosófica e nasce em diálogo com o racismo americano representado pelo Ku Klux Klan. A ideia central é que essa na qual se pode escolher se se é homem ou mulher é uma nova humanidade, uma "raça nova" que poderá nascer somente entre a elite iluminada "branca, anglo-saxã e protestante" e não entre os negros, os "europeus do sul" e os católicos, "intelectualmente inferiores" e destinados a ser extirpados como erva daninha. Desapareceram essas ideias racistas entre os defensores do género? Olhando o ar de superioridade com o qual eles atacam manifestações como a da Praça San Giovanni e a chamam de "medievais", eu não me permitiria estar tão seguro disso [2].
 
 
Por Massimo Introvigne | Tradução: Equipa CNP
 
Referências
 
1.N. do T.: O Papa Bento XVI citou a teoria do género de Simone de Beauvoir durante o tradicional discurso de Natal à Cúria Romana, em 2012.
 
2.N. do T.: É possível acrescentar que, olhando o ódio e o rancor com o qual eles atacaram os cristãos que foram às casas legislativas para pedir a retirada dos termos "género" e "orientação sexual" dos Planos Municipais de Educação no Brasil, a gnose e o racismo por trás dessa ideologia estão mais vivos do que nunca.
 
 

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